O Brasil abre uma nova etapa de desenvolvimento marcada pela combinação entre capital, infraestrutura e tecnologia. O movimento já aparece nas decisões de empresas, investidores e gestores públicos — e, sobretudo, na geração que está assumindo o comando.
Executivos ouvidos pela reportagem apontam que produtividade, segurança regulatória e qualificação de pessoas serão os três fatores decisivos para transformar projetos anunciados em crescimento sustentável. Não é um ciclo de slogans. É um ciclo de execução.
“A oportunidade é grande, mas exige execução disciplinada e visão de longo prazo.”
O que muda a partir de agora
Os projetos mais maduros concentram-se em energia, logística, serviços digitais e novos modelos de financiamento. A expectativa é de que o impacto alcance também pequenas e médias empresas integradas às cadeias de fornecimento.
O cenário ainda pede cautela. Juros, ambiente internacional e velocidade das reformas seguem no radar. Mesmo assim, há consenso de que o país dispõe de vantagens competitivas difíceis de replicar — mercado interno, agroindústria, transição energética e uma nova camada de founders com tração global.
Na prática, isso muda a pergunta do conselho. Deixa de ser “vamos crescer?” e passa a ser “conseguimos operar na escala que o mercado já está precificando?”. A resposta, para essa geração, envolve tecnologia no centro da operação — não como adereço de apresentação.